quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Memória Empresarial: parte 2


Case Libbs Farmacêutica

Por conta de outros compromissos profissionais, tive recentemente a felicidade de conhecer, de forma mais profunda, um caso de sucesso em memória empresarial. Realizado pelo Departamento de Comunicação Institucional da empresa e com o apoio direto da alta direção, o projeto Centro de Memória Libbs (CDM) é um ótimo exemplo de como diversas ferramentas de comunicação utilizadas sob a égide de uma inteligente estratégia tem sucesso na certa!


Breve Contexto:

Empresa farmacêutica nacional, presente em todo o território e em constante crescimento em vendas e estrutura. Dividida em 3 unidades de negócios: Libbs Farmacêutica, Libbs Farmoquímica e Disaq


Realização do projeto: Comunicação Institucional Libbs

Else Lemos, Daniela Biondo e Paula Ribeiro


Premissa fundamental: representatividade. Esse é o principal elemento estratégico que permeia todo o projeto de memória empresarial Libbs. As ações deveriam representar todos os públicos estratégicos da empresa: funcionários de todos os níveis e áreas de atuação, clientes, associações, entre outros.


Objetivo: prestar serviços de informação por meio do constante levantamento de dados relativos à história da empresa e de seus produtos. Tais informações são fonte de consulta para colaboradores e para o público externo;


Tipos de acervo CDM-Libbs: audiovisual, fotográfico, museológico, textual permanente e banco de depoimentos


Ações realizadas no Projeto Memória: CDM – Centro de Memória Libbs, selo comemorativo 50 anos, edição especial da revista interna – Espalhafatos, hotsite Memória Libbs, pin comemorativo entregue a todos os colaboradores (lembro aqui a força da comunicação simbólica) e sustentação por meio de divulgações especiais nos jornais murais da empresa.


Para saber mais acesse: http://www.libbs.com.br/memoria/


Vale a pena conferir!

domingo, 20 de setembro de 2009

Memória Empresarial: parte 1

Olhar o passado, colher resultados no presente e construir um futuro promissor

Não há melhor maneira de começar as reflexões do blog com um tema indiscutivelmente fascinante: o ser humano, suas emoções, experiências, histórias e memórias.

E como isso traz resultados para as organizações?

Como resposta, trago à pauta um tema cada vez mais relevante no universo das Relações Públicas: memória empresarial, ou seja, como as organizações resgatam e constroem suas histórias e experiências, transformando-as em resultados.

Falar de memória empresarial é compreender que “a história de uma empresa não deve ser pensada apenas como resgate do passado, mas como um marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros”. (Worcman, 2004, p.23)

Nesse contexto, o grande desafio das organizações é fazer com que o resgate e a sistematização da memória empresarial se transformem em conhecimento organizacional e instrumento da comunicação corporativa para o reforço da cultura, o aumento do nível de engajamento dos funcionários e reputação.

Um projeto de memória empresarial deve:

  • Ter compromisso total com a verdade e não ser, apenas, tratado como celebração;
  • Ser representativo, considerando a história de todos que se relacionam com a organização (empresa, clientes, funcionários, instituições, órgãos públicos, comunidade, etc) e o contexto (econômico, político, social);
  • Fundamentar a “visão” e a “missão” da instituição;
  • Dar sustentação às ações de manutenção de performance de marcas;
  • Demarcar os diferenciais competitivos da instituição no mercado global;
  • Reforçar a cultura e identidade corporativa (especialmente em momentos de fusão de empresas/marcas);
  • Dar suporte a estratégia e vínculos com os contextos;
  • Dar suporte as ações de relacionamento;
  • Suporte a capacitação, integração e desenvolvimento do funcionário.

Enfim, se todos os argumentos aqui ainda não bastarem para convencer o investimento da alta direção em um projeto de memória, apresento um dado de pesquisa que fala por mil palavras:

“Em pesquisa realizada pela The Gallup Organization, entre dezembro de 2004 e janeiro de 2005, estimou em 77 bilhões de reais o prejuízo que a falta de engajamento causa à economia brasileira. De acordo com essa pesquisa, apenas 22% dos trabalhadores do país estão engajados. Do enorme contingente restante, 61% estão desengajados e outros 17% estão ativamente desengajados, isto é, jogam contra o próprio time”.

Compreender, participar e valorizar a memória, cultura e identidade da organização traz ao funcionário orgulho de pertencer e, aliado a ações efetivas dos líderes, pode influenciar bastante nos níveis de engajamento da organização.

Por fim, como estamos falando de histórias que nos surpreendem, emocionam e cativam, encerro o post de hoje compartilhando uma experiência deliciosa que vivi na sexta-feira passada com minha turma de 1º ano noturno:

Uma noite quente de sexta-feira, jovens ansiosos que o relógio marque 22h30 para então “bebemorar” a chegada do fim de semana. Esse geralmente é o cenário natural. Sexta foi diferente.

O assunto memória empresarial, mais do que ensinamentos sobre cultura, identidade, trouxe emoção e participação ativa dos alunos. Talvez tenha sido a influência da aura positiva dos grandes nomes trabalhados em aula como o Comandante Rolim (TAM), Vera Giangrande (Pão de Açúcar), Samuel Klein (Casas Bahia) ou Aucebíades Athayde (Libbs). Talvez tenha sido realmente um dia de grandes aprendizados...

Fato é que depois de quase 5 anos lecionando tive o prazer de ouvir, pela 1ª vez em minha carreira acadêmica, uma sincera e espontânea salva de palmas ao encerrar a aula. São pequenos gestos que nos movem, engajam e reafirmam a paixão da troca de conhecimentos.

Muito Obrigada alunos por uma aula tão especial!

No próximo post, um case de sucesso em memória empresarial. Aguarde!

domingo, 6 de setembro de 2009

Da reflexão para ação...

Há tempos venho pensando em criar um blog para discutir um assunto que faz parte de meu dia a dia-os resultados, em números, que a comunicação e as relações públicas trazem às empresas.
Nunca me conformei em ouvir, de muitos (na maioria empresários cartesianos) a definição descrente do papel dos ativos "intangíveis" de imagem e reputação em suas empresas. Sim, o intangível sempre acompanhado das aspas nos textos e nos olhares desconfiados em reuniões.

Com o tempo e um pouco de experiência, compreendi o que se passa na mente desses empresários e acredito que devemos, com toda a paixão e empenho que acreditamos e realizamos ações efetivas de comunicação, focar esforços na mensuração de resultados, na avaliação de números de ROI (retorno sobre investimento), no valor das marcas, nos resultados financeiros.
Enfim, converter comunicação em números pois acredito que assim conseguiremos valorização e força para nossa profissão!

"Como sabemos, o que se mede se consegue. Mas aquilo que se mede também define a cultura da empresa. Por quê? Porque descreve o que é valorizado."
Brian E.Becker; Mark A. Huselid; Dave Ulrich