Olhar o passado, colher resultados no presente e construir um futuro promissor
Não há melhor maneira de começar as reflexões do blog com um tema indiscutivelmente fascinante: o ser humano, suas emoções, experiências, histórias e memórias.
E como isso traz resultados para as organizações?
Como resposta, trago à pauta um tema cada vez mais relevante no universo das Relações Públicas: memória empresarial, ou seja, como as organizações resgatam e constroem suas histórias e experiências, transformando-as em resultados.
Falar de memória empresarial é compreender que “a história de uma empresa não deve ser pensada apenas como resgate do passado, mas como um marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros”. (Worcman, 2004, p.23)
Nesse contexto, o grande desafio das organizações é fazer com que o resgate e a sistematização da memória empresarial se transformem em conhecimento organizacional e instrumento da comunicação corporativa para o reforço da cultura, o aumento do nível de engajamento dos funcionários e reputação.
Um projeto de memória empresarial deve:
Ter compromisso total com a verdade e não ser, apenas, tratado como celebração;
Ser representativo, considerando a história de todos que se relacionam com a organização (empresa, clientes, funcionários, instituições, órgãos públicos, comunidade, etc) e o contexto (econômico, político, social);
Fundamentar a “visão” e a “missão” da instituição;
Dar sustentação às ações de manutenção de performance de marcas;
Demarcar os diferenciais competitivos da instituição no mercado global;
Reforçar a cultura e identidade corporativa (especialmente em momentos de fusão de empresas/marcas);
Dar suporte a estratégia e vínculos com os contextos;
Dar suporte as ações de relacionamento;
Suporte a capacitação, integração e desenvolvimento do funcionário.
Enfim, se todos os argumentos aqui ainda não bastarem para convencer o investimento da alta direção em um projeto de memória, apresento um dado de pesquisa que fala por mil palavras:
“Em pesquisa realizada pela The Gallup Organization, entre dezembro de 2004 e janeiro de 2005, estimou em 77 bilhões de reais o prejuízo que a falta de engajamento causa à economia brasileira. De acordo com essa pesquisa, apenas 22% dos trabalhadores do país estão engajados. Do enorme contingente restante, 61% estão desengajados e outros 17% estão ativamente desengajados, isto é, jogam contra o próprio time”.
Compreender, participar e valorizar a memória, cultura e identidade da organização traz ao funcionário orgulho de pertencer e, aliado a ações efetivas dos líderes, pode influenciar bastante nos níveis de engajamento da organização.
Por fim, como estamos falando de histórias que nos surpreendem, emocionam e cativam, encerro o post de hoje compartilhando uma experiência deliciosa que vivi na sexta-feira passada com minha turma de 1º ano noturno:
Uma noite quente de sexta-feira, jovens ansiosos que o relógio marque 22h30 para então “bebemorar” a chegada do fim de semana. Esse geralmente é o cenário natural. Sexta foi diferente.
O assunto memória empresarial, mais do que ensinamentos sobre cultura, identidade, trouxe emoção e participação ativa dos alunos. Talvez tenha sido a influência da aura positiva dos grandes nomes trabalhados em aula como o Comandante Rolim (TAM), Vera Giangrande (Pão de Açúcar), Samuel Klein (Casas Bahia) ou Aucebíades Athayde (Libbs). Talvez tenha sido realmente um dia de grandes aprendizados...
Fato é que depois de quase 5 anos lecionando tive o prazer de ouvir, pela 1ª vez em minha carreira acadêmica, uma sincera e espontânea salva de palmas ao encerrar a aula. São pequenos gestos que nos movem, engajam e reafirmam a paixão da troca de conhecimentos.
Muito Obrigada alunos por uma aula tão especial!
No próximo post, um case de sucesso em memória empresarial. Aguarde!